Inflação geral da economia X Reajustes dos planos de saúde

Frequentemente as pessoas fazem uma comparação simples entre o aumento das mensalidades de planos de saúde e os índices de inflação da economia em geral. Isso é um erro que induz a avaliação de que há abusos nos índices de reajustes dos planos individuais – quando, na verdade, eles geralmente ficam abaixo da variação de custos do setor, causando o desequilíbrio financeiro de centenas de operadoras.

Enquanto os índices de inflação medem variação geral de preços na economia, os reajustes dos planos de saúde devem ser baseados em uma medida de variação das despesas, que embute mudança do preço, da quantidade de bens e serviços consumida e da composição dos procedimentos utilizados.

Em saúde, a cesta de consumo ou de eventos cobertos muda constantemente, com aumento da frequência e mudança
na composição dos procedimentos. Entre 2014 e 2017, por exemplo, enquanto o número de beneficiários de planos de saúde recuou de 50 milhões para 47 milhões – uma queda de 6,4% –, o volume anual de internações cresceu 5,2%, o de exames aumentou 14,7% e as terapias avançaram 36,9%.

Por sua vez, a variação de preço dos produtos e serviços cobertos evidencia outra dinâmica, suscetível à incorporação
de tecnologias e à mudança no padrão epidemiológico da população. No mesmo período, o preço médio das terapias cresceu 16,2%, dos exames 30,1% e das internações 31,6%.

Veja nos gráficos, tabelas e números a seguir, como a evolução de preços e de volume de procedimentos levou ao aumento das despesas médico-hospitalares acima da inflação do período entre 2014 a 2017

Fonte: Revista Visão Saúde

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