Livro ajuda empresas a entender o mercado de saúde

Qual o tipo de plano de saúde que oferecerá melhor custo-benefício à minha empresa? Quais devem ser as prioridades em saúde assistencial aos meus funcionários? Como posso engajar os trabalhadores para reduzir custos com planos de saúde? A resposta a essas e outras perguntas estão no guia Orientações Práticas em Saúde Suplementar – Tudo o que o Contratante Precisa Saber, produzido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), Instituto Coalizão Saúde (Icos) e a biofarmacêutica global AbbVie.

A publicação foi lançada nesta quinta-feira (23), durante o Fórum ICOS Saúde Digital e Sustentabilidade: A Tecnologia como Estratégia de Transformação, em São Paulo. O objetivo do livro é ajudar as empresas a obter mais efetividade na saúde assistencial dos trabalhadores com melhor controle dos custos. Enquanto 22,7% da população tem acesso à saúde suplementar, as despesas com planos de saúde representam 55% do total gasto em saúde no Brasil.

“O livro traz informações e conhecimento para que empresas tomem decisões mais adequadas sobre investimentos em saúde assistencial, com melhor custo-benefício a todos os envolvidos”, destaca o diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi. “É importante que a cadeia de saúde seja envolvida nesse processo para que entendam as mudanças nesse mercado e possam de adequar ao novo momento”, completa.

Claudio Lottenberg, presidente do ICOS, comenta que a publicação é mais um esforço conjunto entre o setor público e o privado para transformar o sistema de saúde no país. “Trata-se de uma consolidação de normas públicas, com o objetivo de promover maior entendimento das políticas de saúde e, consequentemente, melhoria da qualidade assistencial.”

De acordo com Alberto Ogata, pesquisador do Centro de Estudos e Planejamento de Saúde da Fundação Getúlio Vargas (GVSaúde), para transformar a saúde suplementar no Brasil, é fundamental pagadores e contratantes de planos de saúde estarem envolvidos no processo.

“Para isso, todos precisam estar informados sobre o complexo sistema de saúde brasileiro, a dinâmica entre os diferentes atores envolvidos e as barreiras para um modelo colaborativo e sustentável. É esse tipo de informação, baseada em documentos oficiais, que traz esta publicação”, afirma Ogata.

Obra coletiva – O livro contou com apoio institucional da ANS, responsável pela  regulação do setor. Foram curadores do guia a Associação Nacional da Medicina do Trabalho (Anamt), a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos (ABPRH), o Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (ComSaúde/FIESP), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Brasileira da Qualidade de Vida (ABQV).

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